ANO PAR

Existe uma teoria que paira no ar mas acredito que pouca gente conhece. Eu nasci em 1982, logo meu ano de grandes realizações ou de dar início a elas, é em anos pares! (Se você nasceu em ano ímpar, seu ano de realizações amorosas é ímpar também)

sexandthecity

Nesse contexto, os anos pares, são ideais para você se apaixonar e normalmente é quando acontece os grandes encontros de amor. Essas coisas poderiam passar despercebidas ou serem encaradas como mais uma crendice popular … então fiz uma pequena retrospectiva da minha vida amorosa. E realmente, foram nos anos pares que as coisas ligadas ao coração foram bem mais significativas (Este é o momento das pessoas com as quais me relacionei nos anos pares se sentirem o supra sumo da criação divina e o dos anos ímpares se enforcarem na cueca).

Seguindo por essa lógica, nos anos pares, você embarca em um romântismo maior, o sentimento fica mais forte e tudo mais ligado a paixão. E se você está sozinha… fica bem mais propensa a entrar em frias, ficar meio deprê com facilidade, se sentir ainda mais só. Bem, é importante lembrar que não é porque o ano é par que você vai se apaixonar ou conhecer o amor da sua vida. Não é uma obrigação. Só que os relacionamentos que tiver nesse período serão mais significativos de certa forma; seja de uma noite, uma semana, um ano inteiro…

Por isso, olhos atentos! Tire seu binóculo do armário e aproveite as oportunidades! Mas muita calma… por ser um ano em que está mais carente … cuidado pra não cair na lábia dos cafas. Liga o radar!!

Frase do post:

“Se saia, viu? Se saia!” (Ó pai ó)

 

Eu indico:

– Não sei já indiquei antes mas sempre que assisto dou gargalhadas! Este clipe feito pela equipe do VaiVocê, da música Adultério do Mr. Catra. Assista AQUI. Mas caso eu tenha indicado já… deixo outra opção, a do clipe Beber, cair e levantar.

 

*foto do filme Sexy and the city.

SOLTEIRA SIM, ENCALHADA JAMAIS!

Olá, espalhafatosa leitora!

Você é bonita, inteligente, bem humorada e tem personalidade. Mas aquele insistente adjetivo que você não consegue deixar pra trás: Solteira!vickycristinabarcelona

Cá pra nós, não pode ser tão ruim assim. Mas se você se incomoda tanto com isso, pode tentar reverter a situação. E por favor, tente se controlar. Por mais que você esteja desesperada, não deixe transparecer nem olhe os homens a sua volta como um leão olha pra um cervo. Essas coisas ficam escritas na testa… Tô Desesperada!

Antes de qualquer coisa, se livre desse adjetivo: Solteira. Você não é solteira, simplesmente está solteira. O verbo utilizado muda completamente a situação. Por isso mesmo não vai ficar dando golpe de karatê nas encalhadas que lutam pelo bouquet da noiva e nem pense em dar em cima de vários caras ao mesmo tempo pra que desses, um, dê o retorno esperado. Não se permita ficar doida.

Agora com o verão chegando, pense que você pode usar tudo a seu favor. Cuide de você, faça um exercício legal ou entre numa academia, vá ao salão e passe horas tratando do visual, gaste dinheiro com você e só com você. Aproveite suas amigas e saia com elas pelo simples fato de curtir umas as outras. Se sinta bonita e atraente. Paquere muito. Vire um imã pra coisas boas e pessoas boas. Quando você pára de pensar naquilo que lhe falta e pensa apenas no que você tem… simplesmente fica magnetizada. Quando você não tem um namorado, ficante, ficante fixo, paquera, quebra-galho… só sobra uma coisa: Você! Cuide-se.

Frase do post:

“Nos vemos em outra vida, quando formos gatos.” (Vanilla Sky)

Eu indico:

– Reportagem da revista nova: 10 maneiras de conquistar o gato ideal

– Quer dar muitas risadas? Escute a pegadinha que o Mução faz pelo telefone. Ele é super famoso aqui no Nordeste. Eu indico a pegadinha Casca de Ferida.

– Não esqueça que o endereço do blog mudou. Agora é: http://www.hellostranger.com.br/   então mude o endereço do feed (basta clicar no banner escrito Assine meu RSS, aí ao lado) e mude também endereço do link, caso você tenha linkado este blog no seu. Se quiser colocar o banner do Hello Stranger no seu blog, o código está na barra lateral, à direita!

*Foto do Filme Vicky Cristina Barcelona

WOODY ALLEN E OS MOTIVOS PARA ACREDITAR

Olá, periculoso leitor.

Damos prosseguimentos à esta pequenina revista eletrônica que você tem em mouse e atualizamos a home com um post sem muita utilidade, mas que quebra um galho na hora da leitura.

Aproveitando que este blog sempre foi um espaço dedicado à cultura, vamos hoje falar de um filme que vi recentemente, intitulado: Meia-noite Em Paris.
meia noite em paris
Meia-Noite Em Paris é um filme de Woody Allen feito para pessoas que… Gostam de Woody Allen. Achei curioso esses dias alguém ter dito “As pessoas falam que viram ‘o novo do Woody Allen’ só pra se aparecer! Por que não falam só o nome do filme?”. Minha amada alma revoltosa, as pessoas falam “o novo do Woody Allen”por que ele não é um diretor qualquer e a partir do momento em que você fala o nome do diretor, pronto, todo mundo já sabe (ou deveria saber) que tipo de filme você assistiu, não precisa nem dizer o nome da película.

Acho que uma fineza inebriante dizer “película”.

Mas o que é importante neste filme, não obstante a cambada de bicho à toa que fica caçando defeito onde não tem, é que com ele voltamos a acreditar em várias coisas:

  1. No amor.
  2. Na época em que vivemos.
  3. No Woody Allen.
  4. No Owen Wilson.

Sempre acreditei em todos os itens acima listados, mas curti demais poder reafirmar estes sentimentos, como quem sobe no altar e renova os votos do matrimônio, aquela vibe bonita de fé na vida e outros sentimentos não listados, mas fácilmente encontráveis no cache do Google.

Woody Allen é um diretor que, assim como a mortadela e o cupcake, ou você ama ou você odeia. E se você ama, perdoa tudo. E se você odeia, dá control alt del e vamos fingir que você nunca leu este blog. Por que eu amo. Amo demais, amo com todas as forças da minha alma. Fosse o coração uma mesa de colégio, escreveria “luv wud” no cantinho esquerdo. De caneta Bic, carcando a mão mesmo.

Woody Allen é legal por que é seguro.

Por que Allen é repetitivo, ele está há anos batendo na mesma tecla. O que é o amor, qual cidade é mais bonita de se viver, por que as mulheres fazem os homens de gato e sapato, ser judeu é uma qualidade ou um sentimento. Quem gosta de Allen se diverte vendo ele questionar tudo isso, sem achar resposta, em seus filmes. Em nem todos ele consegue manter o foco, de vez em quando rolam uns deslizes, mas, como disse, quem ama perdoa tudo. Em se tratando de Woody Allen, importante salientar.

Pois bem, após alguns deslizes e musas questionáveis, eis que Allen retorna com Meia-Noite Em Paris, filme fofo e divertido que tem como protagonista Gil, interpretado pelo narigudinho-problema, Owen Wilson.

Owen é o cara certo metido em um milhão de filmes errados. Fosse eu uma poeta do mundo do cinema, diria que Owen fez tantos filmes errados para poder merecer um filme certo, que é Meia-Noite Em Paris.

Despido de toda aquela necessidade de ser engraçado que os blockbusters exigem dele, em Meia-Noite… Owen é o alter ego perfeito de Woody Allen e brilha, cintila, reluz e samba na cara de todos que um dia disseram que ele não poderia ser nunca um bom ator. Ele é. Ele é só um pouquinho perdido e tem um empresário ruim, eu acho.

Tipo você aí. Perdidinho na vida, tomando uma série de decisões ruins e levando porrada. Agindo certo quando não tem ninguém vendo. Mas em segredo, alguns ainda acreditam em você.

Eu acredito em Owen Wilson. No Woody Allen. Na nossa época. Eu acredito no amor. E depois de ver o novo filme do Woody Allen (chora, hater) eu acredito ainda mais em tudo de bonito que a vida tem. E que só Allen, só ele, sabe mostrar enquanto engasga, hesita, comove e contagia na forma de Owen Wilson, nas telonas.

QUANDO NOSSA ALMA É AFRONTADA PELO DESTINO

Olá, retangular leitor.
Gente, e o WordPress que mudou, tá mudando, tá mudado? Vocês já se adaptaram? Eu quero dizer, vocês blogueiros, já que os leitores só recebem o produto final e por vezes não ficam por dentro dos bastidores da tão sonhada arte de blogar e ser blogado. Vocês blogueiros, como vocês tem feito? Como é viver no Brasil, sendo blogueiro? Por que ainda são? Cadê Globo Repórter sobre a nossa realidade?
Tô aqui escrevendo no novo WordPress totalmente às cegas. Que Deus, em sua infinita misericórdia, nos observe e nos dê sustentação e orientação na forma de códigos em HTML. E vâmo que vâmo.
Hoje pensei que a vida seria fácil, como normalmente costuma ser, mas eis que vem o destino e nos segura pelas canelas. Destino também conhecido como “transporte coletivo”. Esta é uma história triste e você precisa ouvir, pois é ouvindo que se aprende, é aprendendo que se tem conhecimento e é só assim que um dia você vai ser alguém na vida.
Acordei cedo, sou linda desta maneira. O despertador (que também funciona como celular, agenda e calendário) tocou eu já levanto da cama de um pulo, sou linda deste jeitinho que você está vendo. Me arrumei, etc, fui pro trabalho. Peguei a primeira lotação, apenas pessoas lindas me aguardavam dentro do ônibus. Apenas um lugar vazio me esperava, sorrindo. Era aquele na última fila, lá no fundão e bem no meio. Sabe aquele banco onde você fica sem pai nem mãe, sem ter onde se segurar senão na sua própria força de vontade? Pois é. Suportei pois minha vontade é forte e tenho conhecimento de que são misteriosos os caminhos da vida.
Depois da lotação tem o metrô, você pega uma fila mais ou menos gigantesca e consegue ir sentado, no último vagão. O sentimento aqui é de vitória e inteligência. Você vai sentadinho, lendo um livro, sendo culta e bela sem fazer grande esforço.
Culta, bela e sem fazer esforço embarquei nesta viagem. Tava lendo um livro pra lá de bom e quando me dei conta, olhei pela janela e descobri, apavorada, que já tinha passado a estação onde eu deveria descer. Raiva e loucura dominaram meu pensamento, fechei o livro e esperei calmamente o trem parar na estação seguinte. Desci, fiquei que nem louca (sou linda) procurando onde voltava, subi e desci escadas, não pedi informação (sou exuberante) e finalmente achei o lugar. Peguei o trem totalmente disfarçada, um sorriso amarelo torneava meus lábios, como que dizendo aos passageiros: sei o que estou fazendo, neném.
Minha mente era a de um ninja esperto, desci na estação certa desta vez. Saí pelo lado do Terminal de Ônibus para pegar o derradeiro transporte que me levaria ao meu tão amado lar trabalhista. Meu coração batia rápido quando muito devagar vi passar por mim não um, mas dois ônibus que eu poderia pegar e perdi.
Pensei: é uma artimanha de teste do destino.
Decidi ir a pé até o outro ponto de ônibus a duas quadras dali. Meu coração me dizia que eu tinha chance de pegar outras opções de linhas urbanas que ali se apresentavam. Neste caminho de pouco mais de sete milhões de passos até o ponto vi passar por mim não um, mas dois ônibus que eu poderia pegar e eu pensei que, meu pai eterno, por que me testas justo quanto estou com a minha calça mais apertada.
Parei no ponto de ônibus já vazio e fiz do meu coração um pandeiro das minhas emoções. Não estava atrasada, mas existe em mim (sou linda), algo que se chama orgulho e tenho orgulho de chegar sempre muito cedo no trabalho. E foi este orgulho ferido que me fez mandar tudo à puta que pariu e ir a pé até o trabalho. Seria uns 20 minutos de caminhada, se tanto, e minha consciência não podia esperar.
Fui pelo caminho comendo uma bolacha que providencialmente achei dentro da bolsa. Um senhor passou por mim e fez NHAM NHAM, olhei pra ele com a boca aberta cheia de bolacha e ele se assustou. Naquele momento era eu no meu estado mais puro, uma alma selvagem e liberta à procura de redenção.
Caminhei uns poucos metros e senti o que só quem é pobre sente: senti que meu ônibus estava vindo. Olhei para trás e não me surpreendi: não um, mas dois ônibus vinham descendo a rua.
Corri feito uma imbecil esperançosa até o ponto mais próximo – que, curiosamente, tava longe pra caralho – e não cheguei a tempo de pegar nenhum dos dois ônibus, mas a tempo de vê-los passar por mim, devagar, em slow motion.
Continuei minha caminhada a pé, sem dignidade, sem selvageria, feito um robô que subitamente se percebe aparentado com Jude Law em Inteligência Artificial e tem vergonha por que, querendo ou não, Jude Law é um cara meio bostão na vida.
Finda a caminhada, cheguei na firma e ao passar o cartão ponto percebi que cheguei apenas dez minutos mais tarde do que o usual. A grosso modo ninguém jamais perceberia a minha falha e minha reputação continuaria intacta como a de uma pessoa inteligente, razoável e linda.
Porém, dentro de mim, jamais esquecerei o que aconteceu naquela manhã em que fui enganada não por um, mas por seis ônibus e uma estação de metrô.