Mulheres no alvo

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Bola fora

“O professor de educação física Adalberto França Araújo Filho, 39 anos, torturou e tentou matar a prória esposa, a assistente social de iniciais L.B L. O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira (26) dentro da residência do casal, em Villas do Atlântico, Lauro de Freitas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), após amarrar a companheira na cama, Adalberto França derramou leite quente nas costas e pescoço dela. Com uma faca ele fez diversos cortes no corpo e rosto de L.B.L e quebrou os pulsos da vítima. O professor de educação física ainda atirou e jogou óleo de carro na vagina da companheira. Algumas pessoas ouvidas pela polícia declararam que Adalberto chegou a obrigar a mulher a comer fezes. Adalberto França fugiu em um Renault Clio, placa JPH-7449, registrado em nome da companheira. [...] “Sei que a maltratei, mas não sou culpado disso sozinho. Eu não admito traição”.

Jornal CORREIO*

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Adalberto França está preso, Luciana está viva… mas um dia vai se recuperar?  Como alguém pode se reestabelecer após quatro horas sendo torturada, amarrada a uma cama, tendo seu corpo queimado por leite quente, cigarros, óleo de carro, tendo os ossos dos pulsos e antebraços quebrados, obrigada a comer as próprias fezes, cortada por uma faca na região íntima e ser obrigada a sentar em uma bacia de água quente com sal. Existe recuperação? Ou melhor, existe uma forma de não se assustar como algumas pessoas ao invés de discutir a brutalidade disso, se questiona se realmente Luciana traiu o marido.

Agora em 2010 fazem dez anos que Sandra Gomide foi assassinada pelo ex-namorado, o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves. Neste caso, um final ainda mais trágico do que de Luciana, vítima do caso exemplificado acima.   Por não aceitar o fim do relacionamento e após já ter agredido brutalmente a namorada (que prestou queixa na polícia), Pimenta Neves acertou dois tiros em Sandra. Um nas costas e outro no ouvido. O jornalista ficou preso durante sete mesmes e conseguiu liberdade provisória até que se encerrem todas as possibilidades de recursos; neste processo já se passaram dez anos.

Ao tirar a vida de Sandra, Pimenta Neves arrancou também a vida dos pais dela. Por um ato de egoísmo sem explicação ele privou Sandra de viver … privou os pais dela de sua presença, de seu amor. Hoje, com idade avançada, eles tem apenas um ao outro para esses ultimos anos de vida. Com mais de 70 anos, os pais de Sandra sofrem com doenças que lhes sugam as forças a cada dia, mas a dor maior não é essa. A dor é inevitável. Não há remédio que cure. A maior dor é saber que sua filha lhe foi arrancada por alguém que dizia amá-la e hoje está solto e vivendo como se nada disso tivesse acontecido.

As mulheres desde sempre foram alvo. Mesmo quando existem leis que deveríam protegê-las … elas ainda são alvos. Prestar o queixa, fazer exame de corpo de delito, exigir proteção, é o suficiente? Quando se ouve de um policial: “Não posso fazer nada por você! Não posso ficar vigiando você, temos outras coisas mais importantes pra resolver, moça!” … você realmente pode esperar um final feliz? Quando o pior acontece, o país se choca, o público fica solidário, por alguns dias exigem a captura do culpado. Mas quando o tempo passa, as semanas, os meses, os anos, o buraco está naqueles que eram próximos. Todos esquecem. Menos a família, as pessaos mais chegadas. E a sua vida? Essa ninguém trará de volta.

Podemos contar que o torturador Adalberto França Araújo Filho ficará mais de cinco anos preso? Devemos acreditar que ele não sairá no próximo indulto de Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais? Podemos contar que algum dia Pimenta Neves vai ser condenado? Devemos contar que um dia, as mulheres estarão de fato protegidas? Eu não estou muito otimista… e você?

Links para as Muheres

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Leia tambem:

- Como estão hoje os astros mirins dos clássicos filmes de terror;

- Homens não cuidam da saúde íntima, verdade?

- Amor de mãe é para fracos!

- Mulheres interpretando homens no cinema;

- Você não é cool… é otário mesmo.

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Homens x Moda

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Moda/Cosméticos

Já faz algum tempo que pretendia inaugurar uma coluna de moda aqui no Hello Stranger e fiquei um pouco na dúvida sobre qual assunto abordar primeiro. Apesar de ser um blog com temática diversa, este é um assunto que eu gosto muito e gostaria de discutir assuntos sobre o tema de maneira mais abrangente.

Os homens realmente se interessam por moda? Nas ruas, é possível perceber que os homens tem interesse em conhecer as novidades do mundo fashion? Eu imagino que são poucos os homens que seguem as tendências da moda.

Desde que o Fiuk, ex-ator de malhação, apareceu em público com calças coloridas, cabelos desgrenhados e óculos neon os hormônios das adolescentes entraram em ebulição; junte a este movimento o grupo Restart com seu visual alternativo e teremos algo assim:

RESTART

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Essa moda chegou as ruas? Você encontra os adolescentes com roupas assim? Neste momento eu vejo uma linha traçando um limite entre o que é admirado e o que é utilizado. Muitos adolescentes que gostam e tentam participar deste movimento de alguma forma, preferem focar apenas em alguns detalhes como por exemplo: O Cabelo. O estilo Restart ressaltou para os jovens, o desgrenhado agressivo. Os homens mais velhos ousam menos em relação ao cabelo enquanto os adolescentes, agora, estão utilizando o comprimento um pouco maior, porém, irregular … um emo repaginado… Tênis e óculos coloridos foram melhor assimilados do que as calças em cores berrantes. Da mesma forma o estilo de Fiuk foi aceito de uma maneira mais sutil pelos homens mais velhos que aceitaram mais facilmente as camisas com gola V.

Homens – adolescentes – são mais sucetíveis as tendências?

Leia também:

- Videozinho que o Fiuk gravou para as leitoras do meu outro blog: Feminina;

- Você conhece a estilista Irá Salles? Então se apaixone por tanta delicadeza; (Simplesmente Elegante)

- Indicação de alguns esmaltes hipoalergênicos; (Formando Divas)

- Soteio: Loção Corporal Fina Flor; (Sutiã de Bolinha)

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Amor e Ódio

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

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Você já se envolveu em uma relação perigosa? Não estou me referindo essencialmente a um perigo físico, violência doméstica. Estou falando de uma relação destrutiva!

A história de que o amor e o ódio andam juntos e por serem antagônicos se completam, para mim, é uma grande bobagem. Você pode amar intensamente e nunca experimentar o ódio verdadeiro. As vezes nos apaixonamos e começamos um relacionamento da forma errada. Quando nos primeiros sinais de desentendimento, por uma situação banal, sem importância, você dá um passo que ultrapassa a linha do respeito mútuo, entra em zona fatal.

De repente as brigas começam a se tornar frequente, depois a reconciliação afogueada. Quando essas coisas acontecem cada vez mais, você não sabe muito bem se ama ou odeia, gosta da sensação de adrenalina e do perigo que envolve estar ao lado dele… você entrou em um relacionamento destrutivo. Ao se tornar dependente desse romance você pára de separar o que é errado ou certo, o que não deveria acontecer em uma relação onde existe amor. Ao chegar aqui você passa a ficar dependente emocionalmente e o perigo mora aí. Se houver muita força de vontade a agressão física não acontece! Mas isso é raro.

Quando chega a este ponto a própria agressão verbal ou física passa a ser um tempero. Isso não tem futuro. A única coisa que vai conseguir é sair fragilizada, com o coração murado e sempre atacando. A melhor forma de se livrar de uma relação destrutiva é você mesma entendendo que amor é amor, ódio é ódio. Enquanto não entender isso, a tentativa de término será apenas mais uma briga anterior a uma reconciliação.

Este clip do Eminem traduz exatamente o que penso de uma relação perigosa:

Veja também:

- A nova cara do Sex Shop; (dica)

- Lesões bizarras no futebol; (imagens)

- Humildade é para fracos; (excelente texto)

- Top 5 comerciais de cervejas gringas; (videos)

- Por onde andam os integrantes do Br´oz ? (curiosidades)

- *Imagem do filme Instinto Selvagem 2

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Filme romântico combina com seu namorado?

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Entre quatro paredes

Seu namorado é estilo ogro? Adora um filme de ação ou terror? Você tem dificuldade em assistir filmes românticos com ele? Você não está sozinha com este problema! Aproveite que você volta e meia o acompanha para ver filmes policais no cinema e intime seu namorado a assistir uma comédia romântica com você; para não deixar esta experiência muito traumática, escolha o filme de acordo com a personalidade dele. Veja as dicas:

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Seu namorado adora um filme alternativo? Gosta de discutir linguagem cinematográfica, estilo, produção, roteiro e tudo relacionado a sétima arte, convide-o para assistir: Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

“Joel fica surpreso ao descobrir que a sua namorada Clementine apagou as lembranças do tumultuado relacionamento que tiveram. Desesperado, ele contata o inventor desse processo, o Dr. Howard Mierzwiak, para também remover Clementine de suas lembranças. Porém, à medida em que as lembranças de Joel vão desaparecendo, ele começa a redescobrir o seu amor por Clementine. Joel tenta escapar do procedimento refugiando-se nas áreas mais profundas de seu cérebro e, durante a perseguição do Dr. Mierzwiak e de sua equipe através de um labirinto de lembranças, fica claro que Joel não consegue tirar Clementine da cabeça.”

O seu namorado é do tipo durão, prefere filmes policiais, ação e muito tiro? Pois o filme para ele é: O último dos Moicanos!

“No século 18, em meio à guerra entre franceses e ingleses no continente norte-americano, homem branco criado pelos índios tenta defender sua tribo dos ataques. Mas o pior conflito desse homem se dá quando ele apaixona-se pela filha de um oficial britânico. Baseado em romance de James Fenimore Cooper.”

Seu namorado tem mais de 30 anos, não tem paciência para filmes besteirol com adolescentes, é bem humorado e gosta de piadas ácidas? Então convide-o para assistir: Harry e Sally.

“Após se formarem pela Universidade de Chicago, um casal de estudantes que se odeiam, viajam juntos para Nova Iorque. Cada um leva a sua vida e se vêem esporadicamente, durante muitos anos, até que descobrem que estão apaixonados”.

Namorado nerd? Ele adora  Star Wars, games e web? E para completar tem mais de 25 anos? Ele vai curtir: O feitiço de Áquila!

“Europa, século XII. O Bispo de toma consciência que sua amada, a bela Isabeau, está apaixonada por Etienne Navarre, um cavaleiro. Áquila fica possuído de raiva e ciúme e lança uma maldição sobre o casal. Eles têm como único aliado Phillipe Gastón, mais conhecido como Rato, que é o único prisioneiro que escapou das muralhas de Áquila.”

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Bom filme!


Leia também:

- Joaquin Phoenix, surto, delírio ou brincadeira? (Porra, man!)

- O mundo do filme pornô; (O Buteco da Net)

- Garoto com larva de mosquito no olho? (Pipoca de Bits)


Trabalho x Maquiagem

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Me poupe

Certo dia, enquanto andava por uma loja de departamentos aqui em Salvador, percebi que todas as mulheres que trabalhavam no caixa usavam uma maquiagem forte e padronizada. Lembrei disso quando li a respeito de empresas que exigem a utilização de uniforme e MAQUIAGEM.

É muito comum algumas empresas pedir uso de uniformes para seus funcionários usarem no trabalho. Quanto a isso não existe problema até porque o uniforme é fornecido pela própria insituição ou então o funcionário recebe uma ajuda de custo para a manuteção/ compra deste.

Mas quando a empresa exige o uso da maquiagem? O problema se complica. Algumas mulheres são avessas a maquiagem ou até mesmo alérgicas e não se sentem a vontade com cosméticos.  E a questão não pára por aí. Quando a empresa obriga o uso da maquiagem, deve fornecê-la ou pagar uma ajuda de custo para que a funcionária faça a aquisição do produto e marcas exigidas.

No grupo de discussão em que participo, por e-mail, li que uma determinada empresa exigiu que suas funcionárias usassem cabelo liso e as que tinham cachos, lhes era “sugerido, uma escova progressiva. Claro, aos custos da própria funcionária. Ao se recusar, inventaram um pretexto para demití-la.

É preciso estar atenta aos nossos direitos e lutar por eles.

Nossos papéis

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Nunca escondi que minha paixão é o Renascimento. Não tenho nada contra as outras linhas artísticas mas eu nunca fui uma grande apreciadora do Surrealismo e confesso que a muito tempo não parava para observar as obras de Salvador Dalí. Eis que um dia, durante uma aula na Pós Graduação, me deparei com esta imagem: Os cisnes e os elefantes.

Cisnes e elefantes

Quando olho para esta imagem, cisnes refletindo elefantes, me faço tantos questionamentos. Imagino os diversos papéis que eu desempenho na minha vida; alguns muito bem, outros nem tanto. Tento ser uma boa filha, irmã, mulher, profissional, cidadã e todos os outros papéis que interpreto, mas junto a isso vem outras posições.

As revistas dizem que tenho que ser magra, os homens gostam das malhadas, meus amigos esperam que eu seja sempres solícita, os colegas de trabalham não aceitam nada que não seja excelência. A sociedade diz que preciso ser independente e me firmar como mulher moderna, minha avó sempre diz que é minha obrigação ser uma boa dona de casa, estar bonita e arrumada é o que se espera de uma namorada, além de precisar ter sermpre uma resposta pra tudo quando sou questionada.

Enquanto milhões de alto-falantes dizem a todo o momento como você precisa se comportar, que atitudes tomar, qual o corpo deve ter… quem você deve ser, eu pergunto: – Quem você quer ser? O que você gosta? Nas nossas vidas, qual é o verdadeiro peso das coisas que realmente queremos? Pode lhe parecer estranho mas a imagem que os outros têm de nós, influi demais nas nossas vidas. Não adianta dizer que só faz o que quer, não se importa com a opinião alheia porque está dentro de um campo de força. Até mesmo as situações comuns do cotidiano demonstram o quão importante é o pensamento dos outros a nosso respeito. Lembra do dia que você conheceu alguém especial e pensou: – Será que ela gostou de mim?

Estas cobranças e o que fazemos com ela influem na formação de quem somos. E quanto a quem gostaríamos de ser? Isso fica para a reflexão pessoal.

Links para as Muheres

Frase do post:

Está jogando fora sua felicidade por algo que nunca a fará feliz.” (E o vento levou)

Dá uma olhadinha:

- Fotos dos bastidores do filme Transformers; (imagens)

- Celebridades ontem e hoje; (imagens)

- A espiã das redes sociais; (matéria muito interessante)

- Mussum bebendo leite; (video)

- Minha participação no blog Porra Man, falando sobre o filme 13 Desafios; (Crítica)

Você conhece um Swinger?

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Entre quatro paredes

“Eu e minha esposa frequentamos, durante muitos anos, um clube de swing!” Foi com esta afirmação que um amigo me chamou a atenção para o fato de que, no final das contas, não conhecemos as pessoas tanto quanto imaginamos.

Este é um assunto destinado a rodas de conversa marginal, presente em piadas  e visto como uma aberração para a maioria dos casais. A questão é mais ampla. Os casais que frequentam estes clubes são os mesmos que frequentam sua casa, apadrinham seus filhos, bebem cerveja com você, são seus amigos; a fantasia existente de que os “swingers” são degenerados e depravados, vivendo em função do sexo é totalmente errada.

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Como funciona?

Uma boa parte dos clube permite apenas a entrada de casais homem/ mulher para evitar que os mal intencionados tenham acesso. Vale ressaltar que os participantes não precisam ser necessariamente um casal mas só podem entrar com alguém do sexo oposto.

Apesar de parecer uma casa noturna comum, alguns clubes de swing também contam com shows eróticos com pista de dança, existem salas com uma cama coletiva onde os casais fazem sexo, porém,  nada fica em particular. As paredes destes pequenos quartos tem frestas onde as pessoas podem olhar ou caso tenham interesse em participar, podem colocar os braços nesses espaços.

Apesar do alto índice de garotas de programa que frequentam estes clubes, muitos casais – casados – também fazem parte da cartela de clientes. E a média de idade dos participantes está caindo drasticamente, hoje está por volta dos 30 anos e também renomearam os clubes para Festas Liberais.

Quem vai?

Além dos homens acompanhados de garotas de programa, os casais que participam dos clubes são como qualquer outro no dia-a-dia. A minha opinião é que se faz necessário um relacionamento onde as duas pessoas não se sintam presas por sentimentos como ciúme e não vejam a relação sexual com outro parceiro como infidelidade. Segundo meu amigo “desde que o ato só aconteça com o consentimento e presença do outro” não é considerado traição. E acredito que o mais importante é que os dois gostem deste tipo de relação! Não adianta ir a um clube de swing para parecer moderna ou agradar o marido/ namorado. Este meu amigo contou que já sabia que a esposa tinha este perfil muito antes de se casarem e desde o início nunca entraram em conflito por causa disso. Durante o dia era um casal como qualquer outro, inclusive com filhos, a única diferença é que viravam swingers a noite.

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Fontes:

IG Estilo, Revista Gloss, GNT

Links para as Muheres

Leia também:

- Femininas, feministas, blogs e todo o resto; (desabafo/ texto)

- Betty, A feia ao redor do mundo; (texto e fotos)

- Minhas impressões sobre o filme mais BIZARRO dos ultimos tempos: Centopéia Humana; (crítica)

- Encontrado o local da Távola Redonda do Rei Arthur; (texto)

- Quando um simples click vira uma impressionante foto; (imagens)

Alunos ou Clientes?

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Mais uma vez estou aqui em um post saudosista. Os noticiários mostram constantemente o aumento da violência nas escolas, entre os alunos e principalmente entre professores e alunos. Isso não se resume apenas as escolas públicas mas também em escolas particulares com crianças/ adolescentes com ótimas condições financeiras mas nesse caso a violência verbal ou física é mais abafada. Os alunos não respeitam os professores, diretores, funcionários da escola e acham que por estarem pagando pelo serviço podem fazer o que quiserem. No final das contas eles não estão errados, visto que, é mais fácil afastar o funcionário do que perder a fonte de lucro. Claro que não estou generalizando porém sabemos que as coisas também acontecem assim.

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Nessas horas lembro do meu ginásio. Estudei em um colégio de freiras, não tenho problema algum em mencionar isso, posso garantir que foi maravilhoso. Tenho 27 anos, meu ginásio foi no Convento da Soledade, em Salvador, onde passei alguns anos desfrutando de uma boa educação complementada com a base que eu tinha em casa. Os professores me respeitavam e vice-versa, apesar de essencialmente católico, o colégio tinha alunos de diversas religiões: desde evangélicos à umbandistas. Todos eram respeitados. Acredite se quiser mas eu tinha aula de DATILOGRAFIA! E gostava muito! A professora era uma irmã com seus setenta e tantos anos e nossa meta era passar para a máquina de datilografar elétrica (se é que vocês  da geração computador sabem o que é isso) e esta aula não era apenas para meninas, era para todos os alunos. Hoje, digito com todos os dedos aqui no computador e inclusive sem olhar, graças a irmã que  rondava a sala enquanto eu digitava em uma máquina de escrever.

E o que falar das minhas aulas de música com a professora Madalena? Ela ficava ao piano enquanto nós cantávamos e aprendíamos as bases e divisões da música: colcheia, mínima, fusa… Aprendi a cantar os hinos, até o de indepêndencia da Bahia e sei cantá-los ainda hoje. Em minhas aulas de educação física, a cada unidade, aprendia um esporte diferente. Eram eles: Handball, Futebol, Vôlei e Basquete.

Tudo isso foi para dizer que eu era feliz em uma escola particular que não me tratava como uma cliente. O respeito mútuo era regra. Jamais, em nenhum momento, se pensou levantar a voz para um professor imagine então chegar as vias de fato. Cabular aula era basicamente uma tentativa de aventura, correr pelos corredores, se esconder no banheiro, tentar chegar ao quarto das freiras e bisbilhotar. Fugir da aula hoje, é para fumar cigarros, maconha, namorar, falta de vontade de aprender.

Entendo que a obrigação de educar é dos pais mas muitos não entendem isso e delegam esta responsabilidade para a escola, televisão, babá, amigos, vizinhos. O outro lado é quando a educação que a criança recebe em casa, sinaliza que ela deve ver os outros separados por categorias: aqueles que me servem e os outros. A criança se acha no direito de desrespeitar, julgar e agredir aqueles que não se submetem as suas vontades, ou pior, fazem deles um alvo gratuito de agressão. Vai dizer que já esqueceu dos adolescentes que espancaram uma trabalhadora doméstica achando que ela era uma prostituta – visão esta, corroborada pelos pais?

Em que momento o cenário mudou? Quando nossas crianças viraram mini-adultos violentos? Qual é o caminho para mudar esta realidade?