Nossos papéis

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Nunca escondi que minha paixão é o Renascimento. Não tenho nada contra as outras linhas artísticas mas eu nunca fui uma grande apreciadora do Surrealismo e confesso que a muito tempo não parava para observar as obras de Salvador Dalí. Eis que um dia, durante uma aula na Pós Graduação, me deparei com esta imagem: Os cisnes e os elefantes.

Cisnes e elefantes

Quando olho para esta imagem, cisnes refletindo elefantes, me faço tantos questionamentos. Imagino os diversos papéis que eu desempenho na minha vida; alguns muito bem, outros nem tanto. Tento ser uma boa filha, irmã, mulher, profissional, cidadã e todos os outros papéis que interpreto, mas junto a isso vem outras posições.

As revistas dizem que tenho que ser magra, os homens gostam das malhadas, meus amigos esperam que eu seja sempres solícita, os colegas de trabalham não aceitam nada que não seja excelência. A sociedade diz que preciso ser independente e me firmar como mulher moderna, minha avó sempre diz que é minha obrigação ser uma boa dona de casa, estar bonita e arrumada é o que se espera de uma namorada, além de precisar ter sermpre uma resposta pra tudo quando sou questionada.

Enquanto milhões de alto-falantes dizem a todo o momento como você precisa se comportar, que atitudes tomar, qual o corpo deve ter… quem você deve ser, eu pergunto: – Quem você quer ser? O que você gosta? Nas nossas vidas, qual é o verdadeiro peso das coisas que realmente queremos? Pode lhe parecer estranho mas a imagem que os outros têm de nós, influi demais nas nossas vidas. Não adianta dizer que só faz o que quer, não se importa com a opinião alheia porque está dentro de um campo de força. Até mesmo as situações comuns do cotidiano demonstram o quão importante é o pensamento dos outros a nosso respeito. Lembra do dia que você conheceu alguém especial e pensou: – Será que ela gostou de mim?

Estas cobranças e o que fazemos com ela influem na formação de quem somos. E quanto a quem gostaríamos de ser? Isso fica para a reflexão pessoal.

Links para as Muheres

Frase do post:

Está jogando fora sua felicidade por algo que nunca a fará feliz.” (E o vento levou)

Dá uma olhadinha:

- Fotos dos bastidores do filme Transformers; (imagens)

- Celebridades ontem e hoje; (imagens)

- A espiã das redes sociais; (matéria muito interessante)

- Mussum bebendo leite; (video)

- Minha participação no blog Porra Man, falando sobre o filme 13 Desafios; (Crítica)

Alunos ou Clientes?

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Mais uma vez estou aqui em um post saudosista. Os noticiários mostram constantemente o aumento da violência nas escolas, entre os alunos e principalmente entre professores e alunos. Isso não se resume apenas as escolas públicas mas também em escolas particulares com crianças/ adolescentes com ótimas condições financeiras mas nesse caso a violência verbal ou física é mais abafada. Os alunos não respeitam os professores, diretores, funcionários da escola e acham que por estarem pagando pelo serviço podem fazer o que quiserem. No final das contas eles não estão errados, visto que, é mais fácil afastar o funcionário do que perder a fonte de lucro. Claro que não estou generalizando porém sabemos que as coisas também acontecem assim.

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Nessas horas lembro do meu ginásio. Estudei em um colégio de freiras, não tenho problema algum em mencionar isso, posso garantir que foi maravilhoso. Tenho 27 anos, meu ginásio foi no Convento da Soledade, em Salvador, onde passei alguns anos desfrutando de uma boa educação complementada com a base que eu tinha em casa. Os professores me respeitavam e vice-versa, apesar de essencialmente católico, o colégio tinha alunos de diversas religiões: desde evangélicos à umbandistas. Todos eram respeitados. Acredite se quiser mas eu tinha aula de DATILOGRAFIA! E gostava muito! A professora era uma irmã com seus setenta e tantos anos e nossa meta era passar para a máquina de datilografar elétrica (se é que vocês  da geração computador sabem o que é isso) e esta aula não era apenas para meninas, era para todos os alunos. Hoje, digito com todos os dedos aqui no computador e inclusive sem olhar, graças a irmã que  rondava a sala enquanto eu digitava em uma máquina de escrever.

E o que falar das minhas aulas de música com a professora Madalena? Ela ficava ao piano enquanto nós cantávamos e aprendíamos as bases e divisões da música: colcheia, mínima, fusa… Aprendi a cantar os hinos, até o de indepêndencia da Bahia e sei cantá-los ainda hoje. Em minhas aulas de educação física, a cada unidade, aprendia um esporte diferente. Eram eles: Handball, Futebol, Vôlei e Basquete.

Tudo isso foi para dizer que eu era feliz em uma escola particular que não me tratava como uma cliente. O respeito mútuo era regra. Jamais, em nenhum momento, se pensou levantar a voz para um professor imagine então chegar as vias de fato. Cabular aula era basicamente uma tentativa de aventura, correr pelos corredores, se esconder no banheiro, tentar chegar ao quarto das freiras e bisbilhotar. Fugir da aula hoje, é para fumar cigarros, maconha, namorar, falta de vontade de aprender.

Entendo que a obrigação de educar é dos pais mas muitos não entendem isso e delegam esta responsabilidade para a escola, televisão, babá, amigos, vizinhos. O outro lado é quando a educação que a criança recebe em casa, sinaliza que ela deve ver os outros separados por categorias: aqueles que me servem e os outros. A criança se acha no direito de desrespeitar, julgar e agredir aqueles que não se submetem as suas vontades, ou pior, fazem deles um alvo gratuito de agressão. Vai dizer que já esqueceu dos adolescentes que espancaram uma trabalhadora doméstica achando que ela era uma prostituta – visão esta, corroborada pelos pais?

Em que momento o cenário mudou? Quando nossas crianças viraram mini-adultos violentos? Qual é o caminho para mudar esta realidade?

Camisinha anti-estupro

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Em época de Copa, com a atenção do mundo voltada para África do Sul, é pertinente tocar neste assunto. A médica Sonnet Ehlers tornou-se uma militante contra os estupros que ocorrem com frequência na região e depois de muitos anos atuando em busca de um método para diminuir esta incidência, chegou a este produto: Camisinha Anti-Estupro.


A mulher deve colocar a camisinha quando precisar passar por regiões com altos índices de criminalidade, se sentir ameaçada ou utilizar sempre que sair de casa. Caso seja vítima de estupro, a camisinha não vai evitar o crime mas ao ser penetrada pelo agressor, a camisinha que possui dentes internos simplesmente agarram o pênis do estuprador que sente uma dor insuportável. Neste momento a mulher encontra uma brecha para fugir e deixá-lo agonizando até que a polícia chegue pois a camisinha só pode ser retirada por um médico.

O problema maior desta invenção é que ela não evita o crime além de colocar a vida da mulher em risco pois o estuprador pode tentar matá-la ao perceber que caiu em uma armadilha. Dizem que a dor é tão intensa que ele não consegue raciocinar ou ter um movimento de ataque mas como prever?

Apesar de questionar a invenção de Dra. Sonnet Ehlers precisamos ter algo em mente. Não estamos falando de Brasil, Bahia, Salvador. Estamos falando da África do Sul. O local onde, segundo as Nações Unidas, uma mulher tem mais chances de ser estuprada do que aprender a ler. Uma em cada três mulheres, segundo pesquisa, afirmou que já havia sido violentada. A África do Sul tem um dos maiores índices de estupros de crianças e bebês entre as comunidades negras em todo mundo, sem contar o absurdo  onde uma grande parte dos homens acredita que fazer sexo com uma virgem cura o vírus HIV.

Neste cenário, será que os esforços de pessoas como o dela não devem ser louvados? Foram mais de 30 anos pesquisando métodos para ajudar estas mulheres, vendeu a casa e o carro para desenvolver o protótipo. Mesmo que este não seja o método ideal para evitar tantos estupros em locais como a África do Sul, vale a pena tentar? O que você acha disso? Camisinha anti estupro deve ser uma realidade por lá?

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Links para as Muheres

Vale a visita:

- As dez famílias mais insanas do cinema; (lista)

- O que acontecerá com os desclassificados da Copa; (humor)

- Versão pesada e obscura para o clássico João e Maria. Muito bom! (videozinho)

- Homem Vs Anaconda. Quem ganha? (video)



Mulheres controladoras + Homens submissos

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Fita Branca

Tem pessoas que vivem nos extremos. Enquanto existem aqueles homens totalmente machistas outros se mostram incrivelmente dependentes das mulheres de sua vida: Mãe, mulher, filhas. Isto pode ir além, tornar-se uma anulação da própria personalidade quando encontram uma mulher controladora, que gosta da idéia de tê-lo totalmete sob cotrole.

Essa necessidade de manter-se no comando também desencadeia outro processo: A infantilização do marido /namorado. Não é difícil encontrar mulheres que tratam o marido como um filho pequeno, tornando-se mãe dele e assumindo o total controle da vida de ambos.

Tal comportamento pode ser visto em um conjunto de pequenas ações que isoladas não parecem erradas, mas quando somamos tudo, soa estranho. Ela corta as unhas dele, separa todos os dias a roupa que ela quer que ele use, coloca o prato dele, diz em quê ele vai gastar cada centavo do salário, orienta como ele deve se comportar, tira pra si as responsabilidades que deveriam ser dele, não permite que ele tome decisões, depois que os filhos nascem passam a chamar um ao outro de pai e mãe…

… maternaliza a relação. Ao sair da casa dos pais, este homem que ainda vivia essa infantilização com a mãe, vai buscar na mulher a mãe que ele deixou na antiga casa e se a mulher não for de pulso firme acaba adotando o namorado como filho. Eu conheci um casal onde a mulher era tão controladora que dizia até a cor das camisas que o namorado deveria usar e chegava ao ponto de na maioria das vezes que os encontrava juntos, eles estavam com a cor da camisa igual. A diferença é que ele parecia submisso pois deveria ser confortável a situação mas ele no íntimo não se sentia a vontade, tanto que depois de uns anos o relacionamento terminou e ele deu um grito de liberdade e independencia que eu não achei que ele fosse capaz. É como dizem por aí: Cuidar sim, criar não.

Veja esse trechinho de um filme, Se beber não case, onde a esposa de um dos protagonistas mostra o quão é controladora e ele submisso:

Frase do post:

“Está acontecendo rápido…” (Aos treze)

Eu indico:

- Desenhos animados invadem o mundo real; (imagens)

- Os fantasmas mais assustadores capturados em video; (videos)

- Você sabe escolher o corretivo ideal para você? (maquiagem)

- 5 péssimos produtos para uma marca; (lista)

*foto do filme Fita Branca


Grau de Honestidade

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

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Certo dia me deparei com uma expressão: “Quem nunca roubou um chocolate nas Lojas Americanas quando era criança?”

Bem, sinto informar mas eu nunca roubei chocolate nas Lojas Americanas. Nem lá ou em qualquer outro lugar. Mais estranho ainda é perceber que as mesmas pessoas dizem: “Mas isso não é roubo, é traquinagem de adolescente, bobagem.”

Acho que vivo no mundo da fantasia. Não consigo separar minha honestidade por um grau de maior ou menor aplicação. Ou você é honesto ou não é. Simples. Cair no questionamento de que os polítcos roubam milhões e ninguem faz nada não tira sua responsabilidade porque roubou um celular, ou uma carteira, ou cinco reais, ou um chocolate… A desonestidade alheia só é conveniente quando existe a necessidade de comparação; achar tudo isso normal… não é normal.

Viver no mundo onde ser honesto é sinônimo de estupidez e tão raro que merece inclusive matérias em jornais é no mínimo preocupante. Assim como nesta mesma semana também descobri que a maioria das Rifas repassadas são tendenciosas; a pessoa que está vendendo a rifa sabe qual é o numero ganhador e desta forma pode favorecer a quem quiser… E mais uma vez ouvir: “Claro que é assim, eu sempre mando quem eu quero que ganhe assinar no numero certo! Todo mundo faz isso.”

Todo mundo não! Eu não faço. Minha consciência ainda é meu guia mas ao mesmo tempo não posso achar que essas pessoas vão ter sua consciência pesada ou vai perder o sono por causa disso. Quem acha normal atitudes assim simplesmente não se importa. Não existe crise de consciência.

Este discurso de “todo mundo faz” ou “fulano faz pior” é muito triste. As coisas não estão assim só agora, tudo isso é um processo que já vem de muito tempo. A queda dos valores e também da educação doméstica  está levando as pessoas a separar suas ações em graus de honestidade. Desviar a atenção para os erros alheios nunca foi tão fácil, mas nessa hora, recorro a sabiência da minha avó: Se todo mundo resolver se jogar da ponte, você se joga atrás?

Frase do post:

“Coragem não… é costume mesmo!” (Lisbela e o Prisioneiro)

Indico:

- Devo imaginar pra que serve este remédio; (imagem)

- A caçada ao pau da Fernanda Young; (texto)

- A vida perfeita; (imagem)

- Vergonha alheia. Uma vergonha ENORME; (video)

- A vida real; (imagem)

- Macho lifestyle; (imagem)

- Com certeza você vai lembrar dele; (texto+ video)


Não espere um final feliz

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Crianças Invisíveis

Toda esta discussão a cerca do assassino de João Hélio (o garoto que morreu após ser arrastado por mais de 7 km em um assalto) me motivou a escrever este post. Muito se questionou sobre a inclusão deste adolescente no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameçados de Morte, hoje, revogada pelo Ministério Público. Por isso eu lhe pergunto, você conhece alguma criança ou adolescente irrecuperável?

Eu deveria dizer que sim, conheço. Mas é algo tão sério essa afirmação que eu mesma fico pensando se eu não estou errada. Por isso, vejam comigo essa trajetória:

A Familia Silva¹ era composta de mãe, três filhos e um travesti muito amigo dela, morando juntos desde que as crianças nasceram. Ela era alcoolátra e irresponsável, engravidou de homens desconhecidos e seu caçula é filho de um morador de rua. O Travesti se afeiçoou a ela desde que estava grávida do segundo filho e desenvolveram uma grande amizade e pode se dizer que ele também via os meninos como filhos pois na sua condição não podia gerar uma criança e nem via pespectivas de criar algum outro que não fossem esses.

Os meninos se desenvolveram de forma solta, sem compromisso. A mãe trocava toda a comida que recebia por cachaça, bombinha, cerveja… não fazia nenhum trabalho doméstico e toda semana era possível ver os sacos que ela colocava no lixo com a roupa (doada)  das crianças pois preferia jogar fora a lavá-las. O Travesti foi morar em outra casa pois não aceitava a situação e apesar de tudo os meninos ainda o respeitavam, o mínimo mas respeitavam. Eles desenvolveram personalidades diferentes. Nenhum gostava de estudar, o mais velho bem pacato, o do meio aprontava um pouco e o caçula era considerado o demônio em pessoa.

O caçula sempre aprontava muito mas as coisas só foram piorando. A conversa de “pequeno marginal” foi se tornando ainda mais agressiva e culminou na noite em que, aos 12 anos, violentou a própria mãe enquanto esta dormia embriagada. Desde pequeno ameaçava de morte os desafetos e só não foi as vias de fato por não ter o meio de fazê-lo. Os irmãos sairam de casa quando ficaram de maior e um deles foi viver com uma mulher mais velha, dona de um buteco, e ele faz favores sexuais aos clientes em troca de drogas.

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Como era de se esperar a mãe dos meninos morreu de cirrose e ele ficou muito abalado por um tempo e chegou a ameaçar de morte todos que não foram ao enterro dela. O Travesti assumiu a tutela dele e tentou dar um jeito nesta criança. Apesar das brigas constantes ele tenta colocá-lo no eixo… chegou ao ponto de dar banho nele a força pois ele se recusava a entrar no chuveiro a mais de uma semana. Mas as coisas não melhoraram. Um dia ele foi flagrado tentando violentar um menino de 05 anos na comunidade e quase foi linchado. O pai só não o matou porque o exame de corpo delito afirmou que ele não conseguiu concretizar o ato.

A dificuldade em criar este menino é muito grande e o Travesti se questiona muito em qual caminho seguir. Ele dorme de porta trancada por medo do pequeno fazer algo durante a noite. Já pensou em entrega-lo ao conselho tutelar mas teme que ele saia de lá ainda pior .. e com o desejo de vingança. Sem contar que existe também o medo do menino tentar se vingar, não por meio do homicídio, mas inventar que ele abusa do pequeno e isso seria um escândalo afinal um travesti que não tem grau de parentesco direto o cria por qual motivo? Se uma criança chegar na polícia dizendo que o travesti que o cria abusa dele, quem terá razão na história? Será que alguem realmente vai investigar isso?

Ele cria esta criança desde a barriga da mãe. Apesar do medo, o ama como filho. E o pior é que o pequeno descobriu a forma das pessoas acreditarem nele. Hoje em dia ele usa a palavra Deus, Jesus, Amor, Misericórdia mais de uma vez em cada frase… muitos acham que ele é um anjo. O mesmo anjo que todo dia ia tomar café em uma padaria porque os donos doavam pão com café pra ele. Até que certa vez ele se atrasou e quando chegou a padaria estava cheia e a senhora pediu pra ele esperar um pouco pois tinha muitos clientes para atender… ele que não aceitou esperar foi até a porta do estabelecimento, abaixou a calça e começou a masturbar-se gritando o nome da dona e falando obscenidades. Ela que já era idosa, quase tem um infarte sem contar a vergonha e constrangimento de todos no local.

Hoje, ele tem 15 anos, faz pequenos furtos e não deve demorar muito para entrar no mundo das drogas. Pra ele, a vida é algo banal.. principalmente se for a de outra pessoa. Ele já tem acesso a armas e não vai demorar para o destino dele ser traçado. Na cadeia ou no cemitério. E você, acha que ele é irrecuperável?

¹ Familia Silva é um nome fictício assim como não fora utilizados outros nomes reais, apenas simbólicos como mãe, filho, caçula, travesti.

Eu indico:

- Excelente texto: Como punir adolescentes responsáveis por crimes hediondos?

- Os mais incríveis escritórios em casa; (imagens)

- Como funciona o tapa-sexo; (tutorial?)

- Isso não é amor, o amor é outra coisa; ( lista)

*Fotos do Filme Crianças Invisíveis



Limite da Cultura – Caso II

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Jardineiro Fiel

Venho aqui fazer um desabafo, denúncia ou apenas mostrar minha indignação diante de um fato que acontece diariamente com muitas crianças e na maioria dos locais onde isso ocorre é considerado algo comum: Circuncisão Feminina. Segundo a Organização Mundial da Saúde, só na África mais de 92 milhões de mulheres sofrem em decorrência da mutilação genital. Disfarçada com um embasamento religioso, já foi desmentido pelo Conselho de Estudos Islâmicos, que repudia totalmente a prática . Para entender melhor, se você é uma menina entre os 5 ou 7 anos, mora em regiões da Somália, Egito, Uganda, Sudão ou alguns locais do Oriente Médio vai acabar sendo submetida a algum desses três procedimentos:

  • Tipo I: Apenas uma parte do clítoris é removida;
  • Tipo II: O clítoris e os pequenos lábios são extirpados;
  • Tipo II: É a mais comum, o clítoris e os pequenos lábios são retirados e os grandes lábios raspados até sumirem. São feitos pontos nos dois lados da vagina para que cicatrizem enquanto a menina têm suas pernas amarradas por um bom tempo, até que a vagina se feche quase totalmente. Resta apenas um pequeno orifício onde sai a urina e a menstruação.

Essa bárbarie é realizada sem anestésicos e na maioria das vezes por uma avó ou a tida como “velha sábia” da região, utilizando apenas agulhas de costura e tesoura doméstica. A prática vem sendo feita por alguns profissionais de saúde o que torna o problema ainda maior pois de certa forma, mostra que é uma coisa institucionalizada. Tudo isso é muito doloroso e vai além do momento da circuncisão. Os problemas só aumentam com o passar do tempo pois muitas destas meninas acabam morrendo devido a complicações causadas por essa extirpação como problemas sérios para engravidar, não há como ter uma relação sexual poirque o orifício é muito pequeno e os maridos acabam rasgando a vagina da esposa, provocando uma dor insuportável. E o problema chega até o momento do parto pois quando conseguem engravidar os riscos do bebê morrer logo após nascer é de 55%.

Por mais que nos pareça uma grande tragédia o que vive essas mulheres, na maior parte dos locais onde isso ocorre, é tido como um ingrediente da cultura local. É considerado uma espécie de passagem para a vida adulta e por mais que alguns não concordem, não se faz nada realmente efetivo para mudar essa situação. É o clássico: “Sempre foi assim”.  Por isso mais uma vez lhes pergunto, qual o limite da cultura? Até onde podemos interferir? Ou não podemos?

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Eu indico:

- Qual o limite da cultura – Caso I; (texto)

- Modificações corporais nada comuns; (imagens)

- Quando a fama te pega; (imagens)

- Ah, o verão; (imagens)

- Coisas que sabemos graças as séries de TV; (lista)

*Foto do filme O Jardineiro Fiel


Links para as Muheres

Indestrutível

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Divã

Lula

Homens se acham indestrutíveis. A maioria passa por essa fase quando ainda é adolescente mas para outros, isso permanece por toda a vida. Não é a toa que um estudo concluiu que os homens vivem 07 anos a menos que as mulheres. E o Ministério da Saúde começou uma campanha nacional exatamente para chamar atenção para isso.

Você pode até pensar que é bobagem mas se pensar um pouco vai ver o quanto isso é significativo. Embora soe em tom de preconceito, se for constatar que é muito maior o número de homens que se expõem ao risco, vai ver que tenho razão. São os homens, em sua maioria, que exageram no álcool, são a maioria das vítimas em acidentes de transito, em mortes por violência, ingestão de drogas, brigas… E nem é preciso ir muito fundo nesse poço. Não me crucifiquem mas cá pra nós, homens não dão prioridade a saúde ou a integridade física.

Quantos de vocês homens vão ao médico com freqüência. Mas ir ao médico por livre e espontânea vontade e não por que a mulher praticamente lhe obriga. Quantos realmente pensam na saúde quando se afogam em pratos calóricos, cheios de gordura ou fritura? As mulheres usam a questão da beleza para justificar a ingestão de alimentos saudáveis o que acaba sendo bom. Mas uma boa parte dos homens não se preocupam muito com isso então chutam o balde. Nessa hora explodem os problemas de colesterol, diabetes, hipertensão…

É bom ficar atento! Já passou da hora de se cuidarem! Essa coisa de sexo forte, super-heróis, indestrutíveis… é coisa do passado. Quem não cuida bem de si, não pode cuidar bem dos seus.

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte!” (Euclides da Cunha)

Eu indico:

- Nizan e o popular; (texto muito bom)

- Bomber Girls; (texto e imagens)

- Métodos de tortura na China; (texto e imagens)

- Quer ficar popular? (video)

- Noticiário Fail; (video)