Violência…

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Bola fora, Divã

… contra a mulher. Hoje, 25 de Novembro, dia internacional da não-violência contra mulher,  faz deste  assunto tão debatido e exposto, um lugar comum. Mas o que muitas pessoas esquecem é que violência não precisa necessariamente ser física.

Hostel2

Além dos danos físicos em caso de  espancamento e estupro, existe também a violência que ninguém vê, ninguém percebe, só a vítima. A violência psicológica atinge muitas mulheres em suas residências e local de trabalho. A constante humilhação, chantagem, ridicularização, perseguição, privação de liberdade ou qualquer atitude que cause danos a saúde físca e mental é violência.

Quando você é chantageada, coagida por seu chefe a ter qualquer tipo de contato indevido, utilizando o poder hierárquico dele sob ameaça de perder o emprego e afins… também é agressão. Se está em um ônibus ou metrô e se vê em uma situação de assédio sexual, também é agressão. Quando está em uma insituição pública que tem o dever de lhe proteger e guardar sua integridade mas sofre chacota ou discriminação… isso também é violência.

Não se cale! Procure ajuda:

- Onde encontrar ajuda: Rede de atendimento!

16 Manifestações de violência:

1. Bate na sua cara, empurra, chuta, soca. Aperta seu braço com força quando quer que você preste atenção no que ele diz.

2. Ele te chama de burra, feia, gorda, flácida etc. Te ridiculariza na frente se outras pessoas.

3. Ele menospreza seu trabalho, relega tarefas a você que atrapalham a sua vida profissional, age como se você fosse uma desocupada.

4. Ele monitora seus e-mails, invade seu computador para ver com quem você anda se comunicando.

5. Ele monitora seus horários, telefona o tempo todo para seu trabalho para saber onde você está.

6. Contrata detetives para te seguir.

7. Te obriga a fazer sexo sem vontade ou te obriga a práticas sexuais que você não deseja.

8. Sempre coloca em dúvida sua moral, constantemente te chama de vagabunda.

9. Faz escândalos na porta de seu trabalho, te deixando constrangida.

10. Aponta armas para você.

11. Usa as crianças para te ameaçar, dizendo que some com elas caso você não faça o que ele quer.

12. Ele é seu patrão e vive fazendo comentários impertinentes sobre seus atributos físicos. Te ameaça de demissão caso não aceite os convites dele.

13. Destrói seus objetos pessoais: rasga roupas, fura o pneu de seu carro, quebra seu computador etc.

14. Implica e é mal educado com seus parentes, amigos e amigas, cria uma situação de isolamento para você.

15. Te proíbe de trabalhar, sair, ter amigos, de decidir sobre a sua vida.

16. Você é lésbica e é discriminada por suas demonstrações públicas de afeto.

Apoio:

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulher

O mundo perfeito

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Bola fora

Casa das coelhinhas

Você já notou como o shopping center é idealizado para lhe dar a idéia de mundo perfeito? A cidade perfeita dentro da cidade caos. Quando você entra em um centro de compras como este tudo parece que fica melhor. Até o calor que está na rua vai embora. Quando se tem um bom ar condicionado central tudo fica mais interessante. Você não vê mendigo, população de rua, pedintes (a não ser quando um escapa da segurança e se aproxima de você na praça de alimentação). Mas isso é probido! Ninguém deve importunar na sua saga pelo comodismo.

O cheiro é bom, o piso é limpo, ao redor só há vitrines bonitas, luzes convidativas, variedade de comidinhas. O mundo pode estar acabando em granizo, tornados, maremotos, Cloverfiel invadindo a cidade ou uma invasão de zumbis… nada importa. Ali dentro você está imune a tudo isso pois não dá nem pra perceber se já anoiteceu imagina o resto.

Eu até gosto de shopping! Mas a idéia de mundo perfeito me incomoda principalmente porque eu me sinto muito vontade neste ambiente. Não ando na defensiva como normalmente fico quando estou caminhando na rua. Já tentaram até roubar o meu celular de dentro da minha bolsa em uma escada rolante de shopping. Ela, muito bem arrumada, quase consegue. Fiquei tão surpresa que mal tive reação. Poderia tê-la jogado escada abaixo… mas na hora, apenas segurei o braço dela. Foi como se a redoma de vidro tivesse se quebrado e eu tivesse espiado o caos de alguma janela.

E de repente, isso se mostra ainda mais comum do que podemos esperar. Veja o caso de Rita de Cássia. É tão estranho pensar que você se sente tão confortável em meio a tantas pessoas que nem conhece. Podem ter psicopatas, assassinos, estupradores, estelionatários, incendiários, traficantes … todos ao seu lado. Ali, andando, se batendo em você sem querer. Mas não estou dizendo que é para se trancar em casa não. Só estou mostrando que em um ambiente onde você está cercada de desconhecidos, mesmo assim você se sente tão segura. Ao contrário de quando está na rua, no semáforo e afins… onde você também está cercada de gente que não conhece mas fica na defensiva. Esta estranha sensação de proteção que deve ser questionada. É preciso estar atenta sempre. Não paranóica, mas atenta.

Shopping pode até ser um mundo pefeito, até chegar dezembro… durante esse mês vira filial do inferno.

Eu indico:

- A praia dos sonhos… ou do pesadelo. (videozinho);

- Jacques, o imortal. (imagem + texto);

- WTF? Pênis? (imagem);

- Pinturas corporais; (imagens)

- As prisões mais estranhas do mundo; (imagens)

*Foto do filme Casa das Coelhinhas

Todo enfiado?

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Bola fora

Cidade Baixa

Como já discuti em outro Post algumas pessoas não tem idéia do alcance da internet e que uma vez na rede, nunca mais você poderá voltar atrás. Aqui em Salvador um caso que tomou uma grande repercussão foi a de uma mulher dançando no palco durante um show de pagode. Na verdade, não era uma simples dança … O “hit” toda enfiada, música da banda O Troco, foi coreografado de uma forma mais do que erótica por uma pedagoga, que pagou muito caro por esta exposição. Não entendeu? Então veja o vídeo:

O fato é que esta professora agora está com a vida de cabeça pra baixo. Perdeu o emprego, precisou se mudar pois não aguentou a chacota dos moradores, trocou a filha de escola, teve sua foto estampada em um jornal de grande circulação de Salvador e ainda tem que aguentar a banda se promovendo em cima de sua imagem. Nem vou comentar a atitude dela, danaçando deste jeito … cada qual faz o que quer. Mas uma coisa é certa: Tá na hora de arcar com as consequências. Acho que subestimar a velocidade que as coisas se espalham é uma enorme bobagem, visto a quantidade de câmeras e celulares filmando a cena. No mais, dizer que a culpa foi do álcool é mais trágico do que cômico.

Antes que os separatistas de plantão venham com seu blá blá blá, isso não é algo que se restringe a Bahia. Piriguetagem tem em todo lugar sem contar as pessoas que vem de fora dar loucamente no carnaval aqui, além dos bailes funk, etc e tal. Uma coisa que me preocupa nem é tanto a falta de noção em relação a sua imagem fazendo esse tipo de coisa correr o mundo, mas sim, achar que não estava fazendo nada demais. Ou seja, isso é normal, vou fazer e me deixar filmar porque é natural tudo isso… sem contar que os homens todos vão me achar “mó gostosa”! Nessas horas eu me sinto uma beata medieval mas essa mentalidade é muito difícil de entender. Não vou dar uma de moderna e dizer que não me choco porque estaria sendo hipócrita. Ou vai dizer que achar isso bizarro é coisa de mal comida:

Frase do post:

“Quem quer rir tem que fazer rir!” (Tropa de Elite)

Eu indico:

- Encontre o Belchior; (imagem)

- Os 10 melhores sites do mundo; (lista)

- Desastres naturais vistos de cima; (imagens)

- Doação de corpos? (texto)

*Foto do filme Cidade Baixa



Competindo por tragédias

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Bola fora

OAlbergue2

A síndrome do pobre coitado recaí sobre algumas pessoas como um terno feito sob medida por seu alfaiate de confiança. Você já deve ter conversado com alguém sobre uma dor que sente ou um problema de saúde qualquer e por incrível que pareça, ele sempre tem algo pior. No início pode parecer uma conversa de hipocondríacos mas é uma competição de tragédias ou de doenças que chega a dar nos nervos.

Se você reclama que sente uma dor chata nas costas, a pessoa diz que vive entrevada… se você diz que já fez uma cirurgia de vesícula a pessoa diz que já passou por uma remoção de tumor. Esta necessidade de mostrar suas tragédias pessoais não é para parecer mais forte aos olhos alheios, mas sim, para manter uma imagem de coitada. O mais dificil é entender como alguém pode querer que os outros sintam pena delas. Essas questões não se restringem a problemas de saúde mas chegam até as grandes tragédias.

Deprimente é ver alguém “competindo” para mostrar que a tragédia das chuvas em Santa Catarina foi maior do que as chuvas que destruiram boa parte do Norte e Nordeste de país. Ou dizer que o maior genocídio foi o realizado no Camboja pelo regime do Khmer Vermelho… ah, mas em Ruanda o massacre entre os hutus e tutsis foi mais sangrento. Quem sabe o holocausto foi a maior tragédia da humanidade, mas tem aqueles que julgam ter sido a bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki! Mas não podemos esquecer do tsunami na Ásia …

Como mensurar o tamanho de uma tragédia? Pelo numero de mortos? Quem pode dizer o tamanho do sofrimento de uma nação, família ou alguém? Enquanto essas picuínhas continuam acontecendo, seja pra ver quem sente mais dor ou que grupo de pessoas morreu em maior quantidade, a civilização vai se modernizando e criando mais tragédias e banalizando outras. Agora me digam, quem sã consciência ia querer ganhar uma competição dessas?

Frase do post:

” O Titanic vai afundar! É uma certeza matemática” (Titanic)

Eu indico:

- O primeiro fail a gente nunca esquece; (imagens)

- Mais um barraco no orkut; (imagem)

- 11 bizarras coincidências; (texto)

- 100 melhores livros de todos os tempos; (texto)


O limite da cultura

Escrito por: hellostranger  //  Categoria: Bola fora

Chave Mestra

Esses dias eu estava assistindo a um documentário muito interessante sobre o voodoo (também chamado de vudu) e  me chamou a atenção  como isso é mistificado aqui pelas bandas do ocidente. Os sacerdotes ou feiticeiros voodoo são muito respeitados e passam por um exaustivo processo até sua formatura, onde viram uma referência para todos os cidadãos. É a quem se recorre para proteger-se de qualquer coisa, desde uma doença ou se outra pessoa quer lhe lançar uma maldição.

O outro lado da questão é que alguns sacerdotes voodoo utilizam seus conhecimentos para fazer o mal a outra pessoa. Neste momento, para elaborar feitiços ou amuletos que vão fazer algum mal, são usados vísceras de crianças. O sangue dos inocentes. Quando é feito o ritual com a criança ela sofre muito pois existe a crença que quanto mais alto ela gritar farão com que os ancestrais  ouçam e acordem para fazer aquilo que lhes é solicitado. Da mesma forma acontece com os sacerdotes que utilizam o voodoo para o bem, a direrença é que usam animais no dia de sua formatura… embora o sofrimento seja o mesmo para que gritem muito até morrerem. Em alguns lugares da África isso é tão recorrente que existe até um braço da justiça especialista em coibir este tipo de prática pois o sequestro de crianças para o voodoo ainda acontece.

Chave mestra1

Já aqui pelas bandas da América existe a prática de infanticídio em algumas tribos indígenas. Crianças recém nascidas são enterradas vivas quando nascem de uma gestação gemelar. Isso acontece também quando as crianças começam a demonstrar problemas mentais ou apresentam deficiências físicas. Os indíos são amaparados pela legislação que não pode interferir em suas práticas culturais e religiosas. Algumas indías fogem logo após o nascimento dos filhos para evitar que ele seja assassinado o mas elas não acolhidas pela FUNAI ou outros órgãos competentes. São resgatadas por ONGs e entidades religiosas que incentivam a fuga e lhe dão abrigo.

Eu citei dois exemplos diferentes mas que, cada qual a seu modo, batem na questão principal deste post: Até que ponto a lei deve interferir em questões religiosas e culturais de um povo? Quando envolve a vida e o bem estar de um ser humano, mesmo que este seja inserido nas “leis” desta comunidade, o estado deve interferir? Não vamos entrar em uma discussão preconceituosa sobre religiões e afins, mas em circunstâncias específicas que envolvem práticas como essas, você acha que as leis que protegem a vida devem vigorar? Qual sua opinião?

Frase do post:

“Dê-me o que eu quero e irei embora”. (A tempestade do século)

Eu indico:

- Você conhece a humilde sala de jogos da casa do Michael Jackson? (imagens)

- Protegendo seu carro de ladrões; (imagens)

- Alguns flagras do twitter; (texto)

- Os 10 melhores filmes do semestre; (listas)

- Saiba como usar o Google Analytics; (tutorial)

- Pérolas dos boletins de ocorrência da PM; (texto)

- Incrível sequência de fotos que mostram um resgate de uma criança; (imagens)

*Fotos do filme A Chave Mestra.