Jogando com o sobrenatural

Author: hellostranger  |  Category: Só sei que foi assim...

Arrasta-me para o inferno

Acredito que todo mundo, uma vez na vida já passou por alguma situação que não soube explicar. Mesmo os mais céticos ou descrentes já devem ter vivido ou conhecido alguém que passou por algo tido como sobrenatural, mesmo que no final das contas descobrisse que não era nada de outro mundo e encontrado uma explicação lógica pra isso. A minha avó mesmo acredita que quando era mais nova viu um lobisomen. Ela que passou a infância e adolescencia morando na roça, jura que uma noite dessas, ela e a irmã, correram desesperadas por dentro de uma plantação de abóbora ao avistarem um lobisomen. Ela traz uma marca na perna que não a deixa esquecer deste dia, pois na fuga, se embolou em uma cerca de arame farpado. Ai de você que duvide da história que ela se enfurece e encerra a conversa.

Esta história é verídica e o relato que vou contar foi visto através dos olhos de uma criança que estava na quarta série do primário quando vivenciou isso e até hoje lembra com riqueza de detalhes tudo o que houve, mesmo já tendo se passado mais de dez anos do ocorrido. Segundo ela, em uma tarde comum na escola, uma das colegas veio com um jogo novo no horario do recreio. Era uma brincadeira de espíritos, algo parecido com tábua de ouija, brincadeira do copo, compasso e outros genéricos. Neste jogo específico foi usado uma Bíblia dessas antigas, bem grandes e cheia de figuras, além de uma tesoura grande e pontuda além de um barbante também. Quem havia ensinado a brincadeira tinha sido uma prima mais velha de uma das meninas e como tinham muitas instruções não deu para ir até o fim logo na primeira vez pois a mecânica da coisa era um pouco complexa. A tesoura deveria estar posicionada no meio da Biblia e feito isso ela deveria ser fechada e a tesoura amarrada a ela através do barbante. Desta forma o aro da tesoura ficaria para a fora onde duas meninas, uma de cada lado, colocaria o dedo no aro e seguraria a tesoura presa na Biblia.

No segundo dia, já no pátio e em pleno horário do recreio, os meninos resolveram fazer a brincadeira até o final e outras crianças foram se aglomerando ao redor para ver como as coisas iriam acontecer. Depois de todo o ritual a pergunta fatídica foi feita: “Tem alguém ai?” A entidade, tida como um espírito, respondeu que sim e depois de muitas perguntas e curiosidades, acabou o horário do recreio. Antes de desamarrar o barbante foi feita a pergunta: “Podemos acabar a brincadeira agora?” A tesoura continuava a apontar para a resposta Não. Mesmo assim, já no limite do tempo, as crianças decidiram terminar com tudo para evitar receber alguma advertência. Assim que desamarraram o barbante, uma das meninas que estava na roda deu um pulo e levantou-se com violência, gritando e rosnando feito um animal. Ela saiu correndo em direção a secretaria da escola (e aquele bando de meninos atrás) e começou a quebrar os vidros da porta da secretaria com os pés e as mãos. Foi uma gritaria, um corre corre. A diretora segurou a menina insana e as outras crianças foram mandadas para a sala.

Arrasta-me para o inferno II

Não se sabe o que aconteceu na secretaria mas depois de todos já estarem na sala, a coordenadora entrou e passou um sermão geral. Falou sobre a brincadeira de muito mau gosto, o perigo de portar uma tesoura daquele tamanho e etc. Depois da bronca, ela informou que a turma toda receberia uma suspensão por aquilo. Depois de muitos protestos, afinal nem todo mundo estava na brincadeira e alguns nem sabiam o que tinha acontecido, então, ela resolveu suspender somente a menina que levou os objetos (Biblia, tesoura e barbante) e os pais dela deveriam pegar o material lá na diretoria. Quanto a menina que se machucou, ela não comentou absolutamente nada. Durante meses esse burburinho foi o assunto principal na roda de conversas na escola e a menina que se envolveu na confusão da secretaria foi levada ao medico, recebeu pontos, curativo e ela diz não lembrar de nada. Alguns pais foram a escola saber o que aconteceu e a vida demorou para tomar o rumo normal. A relação entre os pais da menina, a escola, a brincadeira e outros detalhes não se sabe afinal os alunos não tiveram acesso a este tipo de informação.

Com certeza esta é uma daquelas histórias da infância que se leva pra sempre. Mesmo que exista uma explicação racional pra tudo isso, ou não, algumas coisas realmente marcam. E você, tem alguma história sobrenatural pra contar?

Frase do post:

“Mais cedo ou mais tarde eles vão te encontrar.” (Os Outros)

Eu indico:

- 10 crianças mais malvadas do cinema; (lista)

- Cuidado, alguns Pen Drives Kingston – piratas estão sendo vendidos como originais. Saiba identificar. (imagens +texto)

- Mais um excelente Cabine Celular onde o Mau Saldanha faz uma análise do filme A Órfã, durante os créditos finais. (vídeo)

- Guia completo dos peitinhos masculinos; (imagens)

- Você tem Automatonofobia? (texto + imagens)

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*imagens do filme Arrasta-me para o inferno.

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8 Respostas to “Jogando com o sobrenatural”

  1. Famscrow Says:

    Tem sempre uma história de caneta, copo, etc… mas geralmente as pessoas preferem esquecer pois os pais disseram que era uma “coisa ruim”. Mas se cada uma delas tivesse interesse em estudar sobre espiritismo, ia pelo menos esclarecer o que teria ocorrido naquele dia (no caso da menina, uma incorporação).

  2. Links da semana no Me Tire Deste Ócio!!! | Me Tire Deste Ócio!!! Says:

    [...] tem medo de fantasmas [...]

  3. Lola Ferrari Says:

    Na boa, nunca fui de brincar com essas coisas, pois acredito que é real (principalmente o perigo de o espírito ficar e perseguir as pessoas). Mas, gostei da história, deu até medinho…rsrs
    =*

  4. NoName Says:

    “Esta história é verídica e o relato que vou contar foi visto através dos olhos de uma criança que estava na quarta série do ensino médio quando vivenciou isso e até hoje lembra com riqueza…”

    Não existe quarta série do ensino médio.

  5. hellostranger Says:

    Sim, me atrapalhei. Quarta série do ensino fundamental… no primário ainda. Em uma escola particular da cidade de Salvador.

  6. fernando Says:

    cara eu acredito ,vc acredita em medios pos sou um eu tenho previsoes do futuro e psso ver espiritos entre outras coisa

  7. Imagens da semana no Me Tire Deste Ócio!!! | Me Tire Deste Ócio!!! Says:

    [...] Brincando com os espíritos (Texto) [...]

  8. Amanda Canival Says:

    Sou catolica em uma familia de espiritas. Vivi em um convento por 7 anos e convivi com religiões quase extintas. Idependente dos objetos usados é só chamar que com certeza ‘eles’ vem.
    Participei uma vez, (numa das vezes que fugi com algumas amigas e os coroinhas pro enooorme pomar atras da catedral barroca em MG) de uma brincadeira de chamar espiritos, eram muitas crianças, de 9 a 11 anos, no maximo, e cada pequeno grupo representava um dos elementos *agua, fogo …* uma garota com um copo e só. Brincamos por horas, super se divertindo, até que perguntaram se alguem iria morrer. O ‘espirito’ disse que seria o coroinha mais velho, e é claro que ele não acreditou, e ninguem acreditou de verdade. A irmã inês achou a gente e chamou pra missa *bleergh* fomos sem escerrar nada, nem perguntar nada ao espirito. Mas a garota estourou o copo na mão dela cortando-a gravemente. A cena foi horrivel, de verdade. Todo mundo ficou em panico e a irmã Ines não sabia o que fazer. Corremos pra catedral, muitos chorando. Só vimos a garota depois de duas semanas cheia de curativos, mas ela dizia não se lembrar de nada.
    Já o coroinha mais velho, infelismente morreu exatamente um ano depois com cortes nas mãos. Sem explicação alguma.
    Agora, quando visito o tal convento, as garotinhas mal me olham, tem medo da historia que agora as Irmãs contam pra que elas não fujam.

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