O limite da cultura

Author: hellostranger  |  Category: Bola fora

Chave Mestra

Esses dias eu estava assistindo a um documentário muito interessante sobre o voodoo (também chamado de vudu) e  me chamou a atenção  como isso é mistificado aqui pelas bandas do ocidente. Os sacerdotes ou feiticeiros voodoo são muito respeitados e passam por um exaustivo processo até sua formatura, onde viram uma referência para todos os cidadãos. É a quem se recorre para proteger-se de qualquer coisa, desde uma doença ou se outra pessoa quer lhe lançar uma maldição.

O outro lado da questão é que alguns sacerdotes voodoo utilizam seus conhecimentos para fazer o mal a outra pessoa. Neste momento, para elaborar feitiços ou amuletos que vão fazer algum mal, são usados vísceras de crianças. O sangue dos inocentes. Quando é feito o ritual com a criança ela sofre muito pois existe a crença que quanto mais alto ela gritar farão com que os ancestrais  ouçam e acordem para fazer aquilo que lhes é solicitado. Da mesma forma acontece com os sacerdotes que utilizam o voodoo para o bem, a direrença é que usam animais no dia de sua formatura… embora o sofrimento seja o mesmo para que gritem muito até morrerem. Em alguns lugares da África isso é tão recorrente que existe até um braço da justiça especialista em coibir este tipo de prática pois o sequestro de crianças para o voodoo ainda acontece.

Chave mestra1

Já aqui pelas bandas da América existe a prática de infanticídio em algumas tribos indígenas. Crianças recém nascidas são enterradas vivas quando nascem de uma gestação gemelar. Isso acontece também quando as crianças começam a demonstrar problemas mentais ou apresentam deficiências físicas. Os indíos são amaparados pela legislação que não pode interferir em suas práticas culturais e religiosas. Algumas indías fogem logo após o nascimento dos filhos para evitar que ele seja assassinado o mas elas não acolhidas pela FUNAI ou outros órgãos competentes. São resgatadas por ONGs e entidades religiosas que incentivam a fuga e lhe dão abrigo.

Eu citei dois exemplos diferentes mas que, cada qual a seu modo, batem na questão principal deste post: Até que ponto a lei deve interferir em questões religiosas e culturais de um povo? Quando envolve a vida e o bem estar de um ser humano, mesmo que este seja inserido nas “leis” desta comunidade, o estado deve interferir? Não vamos entrar em uma discussão preconceituosa sobre religiões e afins, mas em circunstâncias específicas que envolvem práticas como essas, você acha que as leis que protegem a vida devem vigorar? Qual sua opinião?

Frase do post:

“Dê-me o que eu quero e irei embora”. (A tempestade do século)

Eu indico:

- Você conhece a humilde sala de jogos da casa do Michael Jackson? (imagens)

- Protegendo seu carro de ladrões; (imagens)

- Alguns flagras do twitter; (texto)

- Os 10 melhores filmes do semestre; (listas)

- Saiba como usar o Google Analytics; (tutorial)

- Pérolas dos boletins de ocorrência da PM; (texto)

- Incrível sequência de fotos que mostram um resgate de uma criança; (imagens)

*Fotos do filme A Chave Mestra.


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13 Respostas to “O limite da cultura”

  1. Alessandra Castro Says:

    Realmente tb sempre me perguntei sobre isso. É uma complicada questão, mas creio que não deve-se alterar certas coisas naum ó. Por mais bizarras que sejam, são culturais. Se for para alterar, muda-se tudo mesmo então. Ao exemplo da China que adora comer cachorro e outras maldades do tipo.

  2. Indis Says:

    Acredito que o índio também tem o direito de evoluir. Se pensarmos que não, ainda estariamos morando em cavernas, e comendo os alimentos crús. A questão é que, se o homem interfere na vida do índio, e ele aceita, porque ele aceita o remédio, a roupa, o alimento, as vacinas, se ele aceita tudo isso deve aceitar o pacote inteiro. Não pode apenas aceitar aquilo que ele acha “bom”, e na hora de impedir o infânticidio, “O homem branco não deve se meter na nossa cultura” Se não quer nossa interferência, então deve voltar a viver isolado, pelado e tudo o mais.

  3. Alexsandra Says:

    Acho que a evolução está para todas as nações… Se existe um conceito comum e leis para regular o comportamento humano, concordo que deve ser seguido.

    Existe uma infinidade de outras coisas que é bem legal em relação a cultura como: comida, dança, música, roupas. A religião é algo polêmico e quando tem costumes que ultrapasse o bom senso geral, acho que deve ter interferências sim.

  4. Links da Semana | Haznos - Do Jeito que o Diabo gosta Says:

    [...] Ateísmo Falando sobre cultura Elenco mirim de Harry Potter nos últimos 9 [...]

  5. Estêvão dos Anjos Says:

    Eu também acho que que não deva ocorrer a interferência. Em alguns casos esses rituais são vitais para a preservação de algumas culturas, caso haja esse tipo de interferência pode ser o fim de algumas culturas… qual o crime maior: a “censura” e o assassinato de uma cultura e de suas expressões ou alguns sacrifícios?

  6. Budoo Says:

    Não acho que deva ocorrer a interferência, a menos que com a autorização do sujeito ou guardião. Como você mesmo citou, há algumas mães que fogem de suas tribos para salvar as crias. Que então sejam acolhidas. Mas a partir daí é óbvio que ela foi, de certo modo, exilada de lá.
    E também acho TOTALMENTE incorreto chamar o que temos de “evolução”, ou falar que os índios não são “evoluídos”. Cada qual com suas crenças. Se eles estão matando seus filhos como ritual ou sei lá, eles não estão errados dentro de suas crenças. Se nós mantemos vivos os doentes mentais, para eles talvez seja quase que incompreensível “jogar uma vida fora”. Eu particularmente prefiro uma sociedade sadia e sem violência, que é o que eles têm.
    Se todos julgam errado o Apartheid, onde judiaram dos negros; se julgam errado o nazismo, onde massacraram os judeus; se acham imbecil a guerra palestinos x judeus, é tão correto assim matar a cultura indígena pelo que eles acreditam ou preferem, sendo que eles sequer interferem em nossas vidas? Acho que não.

  7. TPMulheres.net » Links em TPM Says:

    [...] O limite da Cultura [...]

  8. qhele Says:

    Como assim evoluir? A que padrão de evolução se faz referência quando há comparação entre índios e homens brancos? Gostaria de lembrar que o homem branco, evoluído: estupra filhas e as deixam presas no porão por mais de 20 anos; jogam seus filhos pela janela; predem pessoas injustamente; são políticos e ladrões; assaltam; deixam uns passando fome enquanto outros comem caviar; ABORTAM…. Humm… Vamos dar aos índios estas práticas evolutivas também?

    Fomos nós que invadimos a liberdade deles e os fizemos precisar de remédio e dinheiro.

    Mas ainda há tempo de mantê-los vivos.

    E mais, quanto mais não sabemos sobre práticas culturais específicas? Sobre as mulheres na África que ainda têm o seus himens cortados por seus maridos para lhes impedir de sentir prazer sexual? Sobre as crianças mortas na China por conta da densidade demográfica?

    Saiamos do pedestal, homens brancos. Sejamos HOMENS, HUMANOS, somente.

    Abraço!

    Bom texto Dani!

  9. Jeane Says:

    Acho q deve haver interferencia sim!Principalmente nos rituais religiosos, é muito fácil dizer que n se deve interferir em uma cultura, quando n é o seu filho que é sequestrado para ser torturado até a morte! Mas os governos estao envolvidos em tudo isso tambem, por isso n há interferencia.

  10. Ana jéssica. Says:

    A cultura é vasta e bem váriavel.Acho que em casos como os que envolvem a vida humana a cultura deve ser modificada sim.Acredito que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém.São acima de tudo seres humanos e todos tem o direito igual de viver.

  11. marilenapontes Says:

    impressionante como o homem é a própria cultura e só ele pode muda-la.

  12. Limite da cultura - caso II | Hello Stranger Says:

    [...] Qual o limite da cultura – Caso I; [...]

  13. Austenita Says:

    Alessandra Castro: parece que vc não compreendeu muito bem o que vc mesma afirmou.
    exemplifico: aberração cultural, na opínião de alguns orientais, é o consumo, difundido no ocidente, de consumir queijo e derivados do leite. absurdo, para os hindus, é consumir carne de gado. absurdo, para os ocidentais (seu caso) é consumir carne de cachorro.

    defendo a intervenção da ONU nos casos em que os DIREITOS HUMANOS são suplantados por crenças culturais/religiosas.

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